Paraná confirma primeiro caso de mpox em 2026 com paciente atendido em Foz do Iguaçu

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‘FONTE: GUIA SMI”

O Paraná registrou o primeiro caso de mpox em 2026. O paciente é um homem de 33 anos, residente no Paraguai, que buscou atendimento na rede municipal de saúde de Foz do Iguaçu após apresentar sintomas compatíveis com a doença.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, a notificação ocorreu há mais de um mês. Desde então, o paciente foi acompanhado pela Vigilância em Saúde, que monitorou a evolução clínica e realizou o rastreamento de contatos. Conforme o órgão, não houve transmissão para familiares nem para outras pessoas próximas.

A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu informou que o paciente possuía histórico recente de viagem ao Rio de Janeiro. Diante da suspeita clínica, foram aplicados os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde do Brasil, incluindo coleta de exames laboratoriais, orientação para isolamento domiciliar e tratamento sintomático.

O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central do Estado do Paraná. Após análise epidemiológica, o caso foi classificado como importado, ou seja, sem evidências de transmissão local no estado.

Depois do período recomendado de acompanhamento, o paciente encontra-se recuperado e fora da fase de transmissão.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde indicam que o Paraná contabilizou 49 casos de mpox em 2024 e 44 em 2025. Com a confirmação do novo registro, as autoridades sanitárias reforçam a necessidade de vigilância ativa, sobretudo em regiões de fronteira como Foz do Iguaçu, onde há intensa circulação internacional de pessoas.

O que é mpox, como ocorre o contágio e formas de prevenção
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus da família dos orthopoxvírus. Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento de gânglios (ínguas) e o surgimento de lesões na pele, que podem evoluir para bolhas e crostas.

A transmissão ocorre principalmente por meio de contato direto com lesões de pele, secreções corporais, gotículas respiratórias em contato prolongado e também por objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. O contágio pode acontecer ainda em situações de contato íntimo próximo com pessoa infectada.

A prevenção envolve medidas como evitar contato direto com lesões de pessoas suspeitas ou confirmadas com a doença, não compartilhar objetos pessoais, manter higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas suspeitos.

As autoridades de saúde reforçam que o diagnóstico precoce e o isolamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e proteger a população.

Redação Guia São Miguel